a Ternura não é tenra

Somos 3. Porque 3 é um número legal. Temos ternura no coração. E viemos falar ao mundo nossas idéias sobre o mundo atual. Somos vanguarda. Queremos um mundo melhor, por isso aqui arrebentaremos (com ternura) todo e qualquer assunto cotidiano que acharmos interessante. Você, que por estar aqui, tem ternura no coração, se quiser opiniar tem o nosso email: tternura@gmail.com ou deixando recados pra gente! Fale, chute, beije, faça de um tudo. Nós estaremos aqui. Com ternura. Somos legais.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Feliz 2.006

Assim não dá para trabalhar. Começa o ano e vocês, caros leitores e leitoras, não leram nenhum feliz 2.006 nesse blog. Ah, sei como estão desapontados, tristes e enraivecidos. Mas não fiquem assim. Tudo tem uma "cabidura", tudo tem uma corda para nos agarrarmos a fim de não cairmos no buraco ou um fio de cílio de pulga ofídea de esperança. Em todos nós há um Indiana Jones ou um MacGyver, e torço para que esse ano que nasceu já faz um tempinho e está engatinhando faça com que cada herói que existe na gente cresça e apareça nos momentos mais inusitados ou necessários.
Nesse ano peço a Deus que tudo que fizemos amarração - ou seja, não fizemos com total qualidade e seriedade - se torne uma solução concreta e indiscutível. Que todos nós tenhamos nossos 15 segundos de fama por mês (algo que acho que deveria ser instituicionalizado com lei aprovada pelo presidente), como também um cheque depositado por engano no valor de 198 reais e que não seja sustado. Não seria o máximo todo domingo almoçarmos com a família e passar por momentos engraçadíssimos? Não seria perfeito termos pelo menos uma música lançada pelo nossa banda predileta em nossa própria homenagem? Melhor seria que todos os adivinhos e videntes errassem todas seus prognósticos... só para a gente rir deles depois!
O Rubinho dando um show na Formula 1 e cada um de nós podendo mandar um email, que ele leria - obviamente -, com dicas de pilotagem (já que brasileiro que não dirige bem é goiano). Todos os brasileiro nascidos ou naturalizados teriam a oportunidade de dar um carrinho por trás no seu jogador argentino mais odiado; todos nós deveríamos esse ano driblar meio time e passar a bola para o Ronaldinho Gaúcho e falar: "Veja e aprenda, garotinho!", ou, fazer cada brasileiro teria a chance de fazer um gol na final da Copa do Mundo. Teria que ser lei todo brasileiro ter uma reunião com o presidente e um desejo realizado - uma boa meta de campanha, hein, Lula?
Seria cabal para um bom andamento do ano o Papai Noel existir, o Romário fazer mil gols, toda pulserinha do Senhor do Bonfim arrebentar, não ser necessário por o pobre do Santo Antônio de cabeça para baixo para arrumar casamento, rir junto de algúem e não rir da cara de alguém e todo vez que olharmos para o horizonte vir na nossa mente uma imagem de uma praia paradisíaca!
Acho imprescindível em 2006 todo tipo de trabalho na segunda acabar às 4 da tarde, toda Tela Quente ter um filme bom, todo dia acordarmos com a segurança de que somos amados por uma pessoa linda e maravilhosa (cachorro também vale, viu?) - ser for a minha mo.l.o.v., sorte para mim -, toda manhã de terça chuvosa ser compensada com um sábado ensolarado e quente. Todo fim de semana viajarmos. Tudo que for roubado da gente não ter mais serventia. Tudo que for embora, quando voltar, voltar em dobro (cuidado para lidar com isso, hein, gente!).
Enfim, sempre necessitar e procurar mais e mais ternura!
No mais é isso, feliz 2006 e continuam aqui, com ternura!

Ali não é Brasil

Poucas pessoas daqui de Minas tiveram oportunidade de ir para o Sul do país. É longe. Muito longe. A viagem de carro tem no mínimo 1.000 Km. Isso se você for até Curitiba, que é o local de referência da região mais próximo de Uberlândia. Pois é. Somando ida e volta de minha viagem, foram 3.500 Km rodados. Muita coisa.

No dia em que chegamos na Praia do Rosa (SC), deixamos as malas no hotel e fomos caminhando até a praia. Me senti completamente fora do meu país. A proporção brasileiro/argentino devia ser 1/15. Sem brincadeira. Era muito argentino. Eu assustei. Todo lugar que eu ía tinha gente conversando em espanhol. E não foi a primeira vez que eu vi argentinos em praias do nosso litoral. Praticamente todas as praias têm argentinos. Argentinos arrogantes. Argentinos que jogam lixo na areia da praia. Argentinos que acham que são superiores. Todos os tipos de argentinos que nós já conhecemos. Mas nessa praia não. Era outro tipo de argentino. Civilizado, educado, preocupado em não sujar a praia. Acho que é diferente ali, porque todos os anos eles vão para lá e, assim, cuidam bem do lugar, pois sabem que vão voltar. É a única hipotese lógica que eu pensei para essa mudança de comportamento.

Outro fato que vale a pena falar é que eles são bons gastadores. Movimentam muito a economia turística do Sul. Gastam muito com refeições, mas principalmente com hospedagem. Nisso eles não têm dó do dinheiro. Ficam sempre nos melhores e mais caros hotéis.

A única coisa que eu vi argentinos fazendo que me lembrou os bons e velhos argentinos de outras praias foi a imprudência no trânsito. Como eles não levam multas aqui no Brasil, fazem várias manobras proibídas.

Subindo um pouco mais, fomos para a capital do estado catarinense. Que decepção! Nunca imaginei que uma cidade tão bem falada fosse tão mal cuidada. A cidade não tem orla. Para se chegar ao mar é preciso passa por dentro de bares, que jogam esgoto e resíduos na areia e no oceano. A praia da Joaquina, que é a mais famosa, não só por sua beleza, mas também pela beleza dos freqüentadores também decepcionou. Nela, foi feito um estacionamento para ônibus, fato que acaba com a idéia de o local ser deserto e paradisíaco. Sim, a cidade realmente encanta, muito bonita, mas o mar, as praias, tudo aquilo que é o que realmente deveria chamar a atenção, deixa muito a desejar.

Mais para cima, chegamos em Blumenau. Cidade típica alemã. Novamente estava fora do meu país. Pode parecer mentira, mas lá as pessoas conversam em alemão. Apesar disso, a cidade é bonita, muito bem cuidada e guarda as raízes da Alemanha, com construções com estilo próprio e fabricação de cerveja e chope - muito bons por sinal.

Subi mais e fui até Pomerode. A principal cidade dos imigrantes alemães. Lá sim eu estava fora do país. Principalmente porque ocorria a Festa Pomerana, em que eles comemoram alguma coisa que eu não sei bem o que é. Mas sei que tem muita bebida e muita tradição.

O Estado em si está de parabéns por cuidar bem de suas cidades. Tirando a parte de Florianópolis e dos argentinos, a viagem compensou. Fato é que compensou em parte por causa das argentinas.



Ah, as argentinas...