a Ternura não é tenra

Somos 3. Porque 3 é um número legal. Temos ternura no coração. E viemos falar ao mundo nossas idéias sobre o mundo atual. Somos vanguarda. Queremos um mundo melhor, por isso aqui arrebentaremos (com ternura) todo e qualquer assunto cotidiano que acharmos interessante. Você, que por estar aqui, tem ternura no coração, se quiser opiniar tem o nosso email: tternura@gmail.com ou deixando recados pra gente! Fale, chute, beije, faça de um tudo. Nós estaremos aqui. Com ternura. Somos legais.

quarta-feira, novembro 30, 2005

Perto dali, na prova final de matemática...

O professor diz:
- Meninos e meninas, o varal a que me refiro na prova é o estudo completo de sinal, máximo, mínimo e inflexões da função.

Babaca atrás de mim pergunta:
- Professor, tenho que calcular a segunda derivada.

Sábio atrás do babaca:
- Buuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuurrooooo!!!


O que me deixa enjuriado?

Ele vai passar e eu não.



Sem mais, por enquanto.

p.s.: O que faziam dois homens nús em um buraco? Eram assaltantes se escondendo que tiraram as roupas para sentirem menos calor.

Mistérios da vida

William Waack (Apresentador do Jornal da Globo):

- Em instantes: O que faziam dois homens pelados dentro de um buraco?



É, eu já desconfiava. Preciso dormir mais cedo.


Sem mais.


A política e eu

Quem não vive a política diariamente? Desde que CPI se tornou algo corriqueiro não se fala em outra coisa. E todos perguntam qual seria a solução para o problema que vivemos de falta de caráter e comprometimento por parte da maioria dos nossos governantes.
Eu lhes digo (e você já deve saber!): ternura. Eu sempre gostei de discutir política (mesmo entendendo pouco, só os conceitos básicos e que não necessitem de muita contemplação) e me engajar em causas - corta para o próximo parágrafo...
[Só um adendo: eu ODEIO quem fala que é apolítico, aí vem um ser e fala que quem é apolítico já está fazendo política, sendo totalmente contra a mesma. Isso infringe a lei de Aristóteles, eu acho, que o ser não pode ser o não-ser. Se eu falei merda, me desculpem. Sou bom em filosofia, mas sou péssimo de memória.]
... volta para segundo parágrafo - causas essas que já me colocaram em problemas. Como, por exemplo, em uma mesa, se discute política, e alguém que está com a palavra é totalmente contra sua posição política. E pior, normalmente é um indivíduo extrovertido, falastrão e que usa muitos conceitos de forma equivocada. Fora os exemplos toscos. Mas você tem que relevar por respeito a mesa, porque briga por política normalmente acaba em pizza.
Outro dificuldade é ter algum extremista discutindo político: de comunista à reacionário que apóia militares, tudo vai acabar em pura "merda".
A política é um algo que nos faça exercitar nossa humanidade, nossa compreensão e nosso entendimento. fora a severidade caso ocorra corrupção e tudo que envolva passar o pessoal em geral para trás.
Vendo os candidatos para a disputa eleitoral para 2006 é fácil se desesperar. Temos o Lula, que traiu um lado (bem grande) de quem votou nele e fez por um lado de muita gente, não todas, mas muita gente, além de ser corintiano e ter dito alguma boas asneiras. Temos o Garotinho, que eu não comento pois o considero a total falta de ternura numa única pessoa. Temos o Alckmin, que me lembra muito o Ken da Barbie. Assim, como faremos uma escolha boa? Como analisar? Como levar algo em consideração? Não é fácil, eu sei. Mas temos que nivelar, mesmo que seja por baixo.
Eu tento contemporizar me colocando na pele deles. Cá entre nós, não deve ser uma das melhores carreiras a se seguir não; eu, particularmente, preferiria ser um chinês trabalhador de minas. Só imaginar ter que participar de altos esquemas de corrupção ou tentar se manter distante deles. Imagina receber 50 mil pedidos (para zilhões de coisas) diários e ter que atender só os mais importantes e que tragam algum benefício ou, em poucos casos, ter que driblar toda a máquina estatal que sempre vai puxar a sardinha para o lado dos ricos e poderosos.
Mas, no fim, falta ternura e por isso é tão difícil. Por que todos acham o emprego da Xuxa dos anos 80 era perfeito? Por que ser paquito(a) era ótimo? Ternura não faltava ali, né Xuxa?
Eu voto nela para presidente, e você?

Resumindo, política é um assunto muito complicado para ser discutido numa noite, numa hora ou num mero blog apolítico e simplista. Nesses caso é cada qual com seu igual. Só peço ternura na hora de pensar. E pense na Xuxa dos anos 80, ela é uma ótima candidata para a prévia do PT. O problema vai ser convencer a Xuxa a usar ombreira e cabelão.

Don.

segunda-feira, novembro 28, 2005

No embalo das provas finais

Estou em semana de provas. Semana não. Quinzena. E amanhã tenho prova de Sociologia. Pois é. Como se não bastasse Sociologia no colégio, também tenho na faculdade. E é no embalo da prova de amanhã que eu tenho algo a dizer. Sobre o ternuroso Durkheim. Segundo ele, as pessoas não escolhem a forma de agir. Elas apenas são inseridas em uma sociedade que já tem seus modos definidos. Ou seja, se você é um mané, não quer dizer que você escolheu ser mané, e sim que a sociedade te impôs aquilo. Pobre Durkheim. Mal sabe ele que hoje, aqui, agora, surge uma lenda: alguém capaz de contradizer tudo aquilo que ele disse. Oh, pai da Sociologia! Não me culpe. Sou apenas alguém que acabou de ler seus textos.

Brother, você esqueceu da ternura. Ternura não é contagiosa. É algo que vem do fundo. Como eu disse anteriormente, é instinto. Tem todo aquele papo de sociedades primitivas, mas não justifica a ternura. Ternura não é transmissível. Não é imposta. É algo que se deixa acontecer. Ninguém é terno só porque está perto de pessoas ternas, inserido em uma sociedade de pessoas ternas.

Suponhamos que exista uma sociedade alternativa; uma cidade, chamada Ternurosa. Cidade cujos habitantes são apenas pessoas ternas, que praticam bondade, bom humor, armonia, paz e felicidade. Será que é impossível todo mundo lá nascer bonzinho. Não. Todo mundo lá em casa gosta de ir pra fazenda. Passam por estrada de terra pra chegar lá. Eu não. Claro. Adoro a fazenda. Sério mesmo. Gosto muito de quando vou pra lá, acordo cedo, vou pro curral, tirou leite das vacas, aparto o gado, pego o cavalo, vou pescar, ando de trator, etc., mas não suporto a estrada de terra. Outros exemplos? Pessoal lá de casa não suporta mais de duas semanas em São Paulo. Vêm aqui só por passeio. Eu adoro São Paulo. Adoro a cidade grande, as pessoas, acho que aqui todo mundo é igual. Na rua, ninguém é diferente.

Portanto Durkheim, pense antes de dizer besteiras, pois estou aqui para anilisá-las.
Muuuuuuuuuuaehuaheuaheuhaeuhaue (risada malígna)

domingo, novembro 27, 2005

O caminho da ternura

Acabei de ouvir: "O bem só pode ser encontrado na imunização racional". E a ternura? Onde pode ser encontrada? Muitas coisas andam em falta no mundo. Uma delas, ternura. Qual foi a última vez que você foi terno? Que alguém foi terno com você? Você liga a televisão e só ouve sobre corruptos, assassinos, traficantes, seqüestradores, assaltantes e futebol. Daí você pensa, será que todos esses, menos os jogadores de futebol, não têm ternura? E eu penso a mesma coisa, mas logo a seguir, porque eu nunca paro de pensar assim que encontro a primeira resposta, eu penso o contrário e percebo que ternura é relativo.
Uma pessoa pode não ser terna com você, pode ser amarga, azeda, mal humorada, mas com você. Isso não quer dizer que ela chega em casa e aja do mesmo jeito que agiu com você. Ou você acha que um traficante chega em casa e tenta vender drogas pra mulher e filhos? Muito pelo contrário, ele quer sua família longe daquilo.
Às vezes a falta de ternura com as pessoas é uma falta de oportunidade. Ou você acha que a pessoa nasceu pensando que seria traficante, assasino, estuprador ou seqüestrador? Na "profissão" deles tem que faltar ternura. Caso contrário eles não conseguem efetuar seus ofícios. É difícil matar alguém ou algo quando você pensa na família dele, nas coisas que ele pode ter feito e nas coisas que ele ainda pode fazer, que ainda vêm pela frente.
Uma vez eu matei uma pomba. Com arma de chumbinho. Eu estava na janela do meu vizinho da frente, procurando um alvo, achei a pomba empuleirada no fio do poste em frente à minha casa. Não pensei duas vezes, não fui racional. Fui institivo. Abri a arma, peguei um chumbinho, carreguei, fechei, mirei, inspirei, atirei, expirei, vi a pomba cair do fio, depois de alguns segundos que pareceram minutos, rodopiando, comemorei e fui lá ver. Isso tem uns 8 anos. Eu ainda assistia muito desenho animado. Quando cheguei na pomba, peguei ela e levei pro jardim da casa do meu amigo. Não achei o furo do tiro nela e fiquei procurando. Levantei a asa e lá estava. Um buracão sangrando. Eu imaginei na hora, igual os desenhos fazem, a pomba tirando da sua carteira a foto de todos seus filhos e mulher. Foi terrível. Novamente, por instinto, levei a pomba até uma arvoré com folhas grandes e largas, coloquei ela no chão, arranquei uma folha da árvore e coloquei sobre ela, com o pensamento de que assim, nenhum gato ou outro animal iria comê-la. Depois disso saí correndo. Estava atrasado para a aula de inglês. Esqueci da pomba, mas assim que cheguei em casa, fui pra casa do meu vizinho e lembrei dela, fui lá ver como ela estava. Morta. Joguei ela pro alto e chutei. Mentira. Deixei ela lá, do jeito que estava. Não enterrei, não fiz frango à passarinho, nem nada. Deixei como estava.
Esses momentos de ternura sim-ternura não não foram momentos racionais. Foram instintivos. A ternura, quase sempre, não vem do pensamento, de uma longa filosofada, de uma conversa com seu avô para pedir conselhos. Vem do instinto. Você é terno com quem te faz bem, com quem gosta de você, com quem você se sente bem. Já com aqueles que não te fazem o mesmo, você não é terno. É seco, duro, ríspido.
Das "profissões" que eu citei no começo do texto, acho que apenas os corruptos e os jogadores de futebol não agem por instinto. De uma forma geral, os jogadores também são corruptos. Trocam sua nação, sua pátria, onde foi criado, onde cresceu, onde foi revelado, por algum dinheiro. Para mim, issso é corrupção também. Mas deixa isso pra depois, senão vai ficar muito longo. Essas pessoas, políticos corruptos e jogadores de futebol, agem com falta de ternura racionalmente. Eles examinam propostas, resultados, conseqüências e optam por aquilo que vai fazer bem a eles, mas mal aos outros. Pensam somente em si, sem nenhuma explicação para aquilo que fazem. Trocar a vida por dinheiro sem necessidade. Afinal, o jogador que vai para a Europa viveria bem com aquilo que ganha em um clube no Brasil. E um político, também vive bem sem se corromper.
Então, a ternura só pode ser encontrada na imunização racional, também. Assim como o bem. O saudoso Tim Maia sabia de tudo. Ao falar do bem, já falou da ternura.




Ao escrever o texto, d-_-b - Tim Maia Racional - O Caminho do Bem




Dedicado às pessoas que deixam o instinto falar mais alto do que a vontade.


Sem mais.

terça-feira, novembro 22, 2005

A semana, o trabalho e a ternura

Uma pessoa comum começa a entardecer no domingo já triste com a segunda que está cada vez mais perto. Imagina trabalhar e estudar. A segunda é um dos dias que mais se necessita de ternura para sobrevivência. Por isso, venho através deste fazer uma campanha pela ternura na semana.

Todos têm técnicas, graça a psicológos e Shiniashiki's da vida, mas a maioria não funciona sem ternura. Ouça "Marvo Ging" do último CD dos Chemical Brothers (que eu chamo carinhosamante, e com ternura pura, de Chemicalius Brotherius - toda vez que falo esse nome que inventei eu me arrepio... coisa estranha) e sinta a ternura no ar. Cada acorde, cada batida dá esperança. Não é música com barulho de cachoeira que te trará um dia feliz ou um relaxamento de décimo quinto grau.

Não serão brincadeiras de roda, aquelas que servem para uma maior interação do grupo, com outras pessoas desconhecidas que te fará um ser mais social, tanto é que na maioria das vezes são dessas ocasiões que aparecem as maiores fofocas.

Para quem trabalha, na semana falta uma coisa: sentimento. E isso não é um papo gay, pois se todo mundo tivesse 22,3% de sentimentalismo que 91,4% dos homosexuais e 99,87% das mulheres (tirei dessa conta das mulheres as vilãs, as malditas e as corruptíveis de baixo calão) que nos rodeiam seríamos bem melhores. Nem contei a totalidade, pois seria covardia.

Trabalhar é ótimo. Toda aquela pressão, toda aquela vontade do empregado de fazer por merecer e trazer dinheiro para uma instituição que, convenhamos, no mínimo parece com o casamento: está falida. No fim, movemos o país sem ver, uma vez que, ao chegar as oito e sair às dezoito, estamos gerando renda, lucro e impostos para alguém descansar - meus amigos riem quando eu falo que eu movo o Brasil ao trabalhar: experimenta todo mundo parar de trabalhar por 30 minutos. Mas parar mesmo, mas não sem razão. Obviamente, tenho uma razão para essa greve diária: toda vez que sentirmos que não há mais ternura, temos que parar para protestar e algo acontecer. 30 minutos. Imagine: o padeiro não vai fazer mais pão, o guarda não vai mais vigiar o banco e o ladrão não vai mais roubar e por aí vai. Mas só 30 minutos, mais do que isso íamos voltar para épocas antigas que trabalhávamos por prazer e por subsistência. Andávamos nus ou com pouca roupa, caçávamos nas matas e éramos puros. Para que acumular riqueza se o céu é open bar e totalmente 0800. Não deveríamos procurar realizações materiais durante a semana, mas sim as espirituais e transcendentais. Devíamos emergir da grande merda de onde estamos e partir para uma nova realidade menos complexa. Deixemos a complexidade para a natureza e para Deus. Mas como isso?

Pare por 3,9 segundos e olhe para alguém. Nesse meio tempo imagine: como passo trazer ternura para esse ser tão lindo como eu?

Don

p.s.: estou sendo tão puro que não vou nem reler o texto. Deixei meu coração de melão falar.

segunda-feira, novembro 21, 2005

Já que é pra por foto...

(Momento de ternura)

Momento de pensamento Posted by Picasa

Ternura no elevador

Já reparou o tanto que conversas de elevador são boas.
Você entra lá, tem duas pessoas conversando, mas assim que você pisa no elevador, elas param imediatamente. E sempre termina com frases do tipo:
- ... com a orelha na testa.
Quando você entra no elevador e tem só uma pessoa, a conversa não passa do "bom dia".
Há quem diga que conversa de elevador é:
- Tá quente hoje né?
Mas eu nunca vi ninguém falar isso no elevador.
Nunca presenciei um diálogo completo em um elevador. E olha que no começo do ano eu fiquei preso dentro de um, por falta de energia, junto com outra pessoa, e nós não trocamos uma palavra. O único diálogo estabelecido foi com o porteiro, via interfone.
Já imaginou o elevador de diversos lugares? As conversas, ou pedaços delas, que acontecem dentro dele?
No Congresso Nacional, você deve entrar no elevador, encontrar dois senhores bem vestidos e a conversa termina mais ou menos assim:
- ... ele já ganhou quinze vezes.
O que vem logo à mente? Um deputado que recebeu o mensalão quinze vezes. Pode ser que sim. Mas pode ser que não. Pode ser que eles estejam falando de futebol. Deputados não falam apenas de deputados.
E o elevador de balada gay?
-... era do tamanho da de um elefante.
Seu pornográfico. Não é nada disso. Eles podem, muito bem, estar falando da orelha, barriga ou mãos de alguém. Afinal, o elefante é um animal que tem tudo muito grande. E muita gente por aí tem alguma parte do corpo que se destaca das outras. Eu, a barriga, por exemplo.
E imagina só o elevador de um spa.
- ... quanto? 22.
Você pode acertar pensando que ele falou de quantos quilos perdeu. Mas pode estar equivocado, caso ele esteja falando por quanto subornou a professora de bodybump para ela trazer aquele quindim bem amarelo, cheio de ovo e gordura da padaria do português da esquina.
O elevador pode não ser um lugar que transmite aquela ternura que gostamos. Um lugar onde você combina um churrasco de final de semana com os amigos. Um lugar descontraído, feito para bater um papinho. Mas convenhamos. É um lugar misterioso, onde você pode passar a entender ou não entender as pessoas.
Por isso convoco todos. Vamos passar mais tempo nos elevadores e quebrar esse grande tabu, que impede que as pessoas conversem dentro de um elevador, sem se sentirem observadas ou acuadas.


Sem mais.

domingo, novembro 20, 2005

Objetivos e metas

Trio: aquilo que somos.
Segundo a 6ª Edição Revista e Atualizada do míni Aurélio:
Tri:o sm. 1. Composição musical para três vozes ou instrumentos. 2. Terno¹(1).
É assim que vamos funcionar. Como o próprio significado de trio diz, somos ternos. Pode não ter nada a ver com ternura, mas pelo menos parece. Além disso, estaremos funcionando harmonicamente, como música. Não qualquer música. Algumas vezes seremos agitados como músicas do Chiclete com Banana. Outras, seremos serenos como o Coldplay. Quem te daremos sono como o Jack Johnson. Pode ser que gritemos como o Massacration. Mas vamos tentar sermos sempre como o Foo Fighters: objeitovs, engraçados e corretos.

Sem mais.

Briefing

O que é ternura?
Ternura é o sentimento mais puro que tem. Conforme o dicionário Michaelis (que é péssimo, vocês saberão por quê):

s. f. 1. Qualidade de terno. 2. Carinho, meiguice. 3. Afeto brando ou sem grandes transportes.

Viu alguma ternura nessas palavras? Pois é. Nem nós. E nós somos assim. Um trio. Ternura. Porque acreditamos que o mundo sem ternura não é mundo? Seremos arautos da verdade baseada nesse sentimento tão lindo...

A seguir as apresentações e o propósito de cada um.

Um afago.
Don Diego